Curso de Inglês On-Line com Professor Nativo em Estrela do Sul / Minas Gerais
Olá a todos de Estrela do Sul - Minas Gerais !
Inglês Fora do Livro!
O que você precisa saber e não encontra nos livros!
IMPROVE
YOUR
ENGLISH
IMPROVE
YOUR
LIFE

Bem-vindos a Ask Jackie, a sua solução para aprimorar suas habilidades no inglês online!
Eu sou Jackie, professora nativa dos EUA (de Chicago), com vasta experiência no ensino do inglês para milhares de brasileiros (após 10 anos morando no Brasil). Sou formada em Educação e Letras pela Universidade de Iowa e em 2007 completei meu Mestrado em Orientação Educacional na Universidade Roosevelt em Chicago estou aqui para ser sua professora e lhe ajudar a aprimorar suas habilidades no idioma.
Mas e você? Está cansado de estudar inglês e sentir-se perdido na hora de se comunicar em inglês, como ele é usado na prática? Não se preocupe, você não está só nessa. Muitas vezes, os livros tradicionais não ensinam as expressões e nuances reais da língua, deixando você com uma fala robótica e pouco natural. Mas durante o meu minicurso gratuito "Inglês Fora do Livro" e no meu Curso Ask Jackie, vamos mergulhar em tópicos interessantes e práticos que irão capacitá-lo a se comunicar em inglês com confiança. Vamos juntos rumo a fluência!
Para os estudantes de Estrela do Sul - Minas Gerais, é uma satisfação especial ter vocês aqui. Adoro explorar novas cidades, e apesar de ter morado no Brasil por tanto tempo, ainda há tantos lugares que desejo conhecer! Como professora nativa de inglês, acredito que aprender inglês se torna ainda mais enriquecedor quando podemos aplicar o idioma ao contexto local. Juntos, iremos descobrir como usar o inglês em situações do dia a dia, refletindo a realidade e as necessidades específicas de Estrela do Sul - Minas Gerais.
Ao longo do minicurso GRATUITO "Inglês Fora do Livro" e no meu curso completo, você aprenderá vocabulário e expressões úteis para diferentes situações, como compras, restaurantes, turismo, atividades culturais e muito mais. Além disso, teremos exercícios interativos, quizzes e dinâmicas que tornarão a aprendizagem divertida e envolvente. Você também terá a oportunidade de aprimorar sua pronúncia e fluência por meio de diálogos autênticos.
E não se preocupe com o sotaque! Vamos nos concentrar em sua pronúncia, ou seja, em alcançar uma comunicação clara e eficaz. Lembre-se de que falar com a pronúncia correta é diferente de eliminar seu sotaque pessoal. Sotaque todos temos!
Como parte do CURSO ASK JACKIE, estarei disponível para responder às suas dúvidas e fornecer feedback personalizado. O meu objetivo é garantir que você progrida rapidamente e alcance seus objetivos no aprendizado do inglês.
Lembre-se de que a prática constante é essencial para desenvolver habilidades no estudo do inglês. Portanto, não hesite em usar o inglês em seu dia a dia, seja com amigos, familiares, colegas de trabalho, durante suas atividades e em tudo o que se encaixe aí em Estrela do Sul - Minas Gerais. Com o meu apoio, você se sentirá mais confiante e capaz de se comunicar em inglês, não apenas em Estrela do Sul - Minas Gerais, mas em qualquer lugar do mundo.
Nos vemos em nossa primeira aula do minicurso GRATUITO "Inglês Fora do Livro"! Coloque seu nome e seu melhor e-mail abaixo para acessar as videoaulas gratuitas e fazer o download do seu e-book. Essa é a sua chance de melhorar significativamente a sua comunicação em inglês. Prepare-se para aprender o inglês falado na prática, que você não encontra nos livros e para se destacar na hora de se comunicar!
Não deixe essa oportunidade escapar! Junte-se a mim e transforme o aprendizado de inglês em uma experiência gratificante! Acesse as videoaulas e baixe o e-book gratuitamente colocando apenas seu nome e e-mail abaixo.
Let's get started!
Beijos,
Jackie - Ask Jackie
Professora Mestre de Inglês - Nativa de Chicago-IL, EUA.
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Gentílico: estrela-sulenseHistórico
Estrela do Sul
Minas Gerais - MG
Histórico
Primórdios
O início da ocupação da região do Triangulo Mineiro e Alto Paranaíba se deu entre os anos 1722 e 1925, com a abertura pelos bandeirantes da estrada do Anhanguera, ligando São Paulo ao Planalto Central. Foi durante essa incursão que, em 1722, o Bandeirante João Leite da Silva Ortiz, encontrou o primeiro diamante no Rio Bagagem, no local onde se originou a cidade de Estrela do Sul.
As primeiras sesmarias doadas nessa área foram concedidas em 1818, ao Padre Fortunato José de Miranda e a Manoel Dias da Rocha, mas durante a primeira metade do Século XIX, a região não passou de um local de garimpo.
As incursões ao interior
No início da colonização brasileira, a atual área do Triângulo Mineiro, até então denominada de Sertão da Farinha Podre, foi habitada por índios (a maior parte os Caiapós). Na maioria, esses índios eram nômades e circulavam pelas redondezas, sem moradia fixa, mudando de tempos em tempos em busca de caça e pesca. Essa vida nômade é compreendida como uma estratégia de defesa, tanto em relação aos animais como às tribos inimigas. Com maior facilidade, a defesa podia ser encontrada em ambientes de florestas, montanhas e cavernas por serem mais acolhedoras e oferecerem melhores condições de esconderijo do que as encontradas no Cerrado, ecossistema natural da região . Essas características da vida indígena indicam as poucas evidências quanto à transformação do meio ambiente natural, que, nesse momento, é praticamente insignificante ou nula.
Com a chegada de bandeiras e colonizadores fazendeiros, os índios fugiram em busca de áreas livres da presença do homem branco, e o meio ambiente natural foi alterado. Assim, a fuga indígena, também, justifica a entrada dos bandeirantes rumo ao sertão. Para Holanda (1997), essa entrada pelo sertão ocorreu em função dessa captura. Como uma forma de resolver o problema de subsistência, os bandeirantes embrenharam-se pelos sertões, tornando as entradas uma profissão para adolescentes, tanto para as expedições de apresamento como para o sertanismo em geral.
O Sertão da Farinha Podre, que compreendia todas as terras situadas entre os rios Quebra Anzol, das Velhas, Grande e Paranaíba, pertenceu, num primeiro momento, à capitania de São Paulo , depois, à de Goiás, e, somente em 1816, passou ao domínio de Minas Gerais.
Até o início do século XVIII, as terras da região não despertaram interesse para as bandeiras, pois, geograficamente, não ofereciam garantias para encontrar metais e pedras preciosas. Apenas com a intenção de desbravamento do interior do país, em busca de riquezas existentes em outras localidades, é que nessas terras começaram as passagens das expedições pela região.
A primeira bandeira a passar pela Sertão da Farinha Podre foi a de foi Bartolomeu Bueno da Silva — o Anhangüera. Em 1722, seu filho, Bartolomeu Bueno da Silva Jr. — o Anhangüera II —, cumprindo ordens do governo colonial para encontrar as minas auríferas, partiu de Piratininga com um grupo composto por brancos, índios e escravos, somando 152 pessoas no total, e iniciou o desbravamento da rota que deu origem aos primeiros povoados da atual região do Triângulo Mineiro. Foi no comando desse grupo, que o bandeirante fez um percurso com trilheiros até as margens do Jeticaí — Rio Grande, e passou pela foz do Rio do Carmo até atingir a margem oposta, o Sertão da Farinha Podre.
Posteriormente ao Anhangüera, com a descoberta de pedras preciosas no interior de Goiás e Mato Grosso e, conseqüentemente, com as sucessivas passagens de bandeiras e de pessoas pela região, rumo ao interior do país, provenientes de São Paulo e de cidades litorâneas, à procura de riquezas, iniciou-se a formação de arraiais no Sertão da Farinha Podre. A Estrada Real, denominação da passagem naquele tempo, condicionou a formação de vários e pequenos arraiais como Desemboque, Sacramento, Uberaba e Uberlândia, dentre outros. Nos dizeres de Soares, esses arraiais constituíram-se "em um ponto de passagem entre o litoral e o sertão″.
Assim, mediante a agropecuária e da mineração, as fazendas tiveram papel fundamental no processo histórico de constituição de aglomerações urbanas no interior do Brasil. As primeiras fazendas tiveram suas formações a partir do sistema de Sesmarias e, posteriormente, com o apossamento de parentes e pessoas que vieram juntos tomar posse de terras. As proporções das terras apropriadas eram grandes e de difícil acesso e regulação de proprietários. Em 1795, com base no Alvará de demarcação de terras, tornou-se obrigatória à demarcação destas, com o intuito de resolver problemas entre sesmeeiros e posseiros.
O sistema de sesmarias findou-se em 1822, mas, mesmo assim, muitos ainda tomaram posse de suas terras durante e após esse período. Foi nesse contexto que ocorreu o desenvolvimento de vários municípios do Triângulo Mineiro, iníciado entre e meio ao sistema de sesmarias, à captura do índio, à criação de gado e ao declínio da exploração do ouro e de pedras preciosas no interior do país.
Primeiros saltos de crescimento
O processo de urbanização só foi intensificado a partir de 1852, quando foi descoberto o famoso diamante ″Estrela do Sul″. Neste mesmo ano foi criado o Distrito de Paz no Arraial da Bagagem pertencente à comarca de Patrocínio, pela Lei Nº575 de 04 de maio.
Em 1854 o curato foi elevado à categoria de paróquia pela Lei Nº667 de 27 de Abril. Pela Lei Nº777 de 30 de Maio de 1856, o distrito foi elevado à Vila, com o nome de Bagagem, instalado em 30 de Setembro de 1858.
Devido ao grande crescimento verificado no local, em 1861, a Vila de Bagagem foi elevada á categoria de cidade, pela lei Nº1101 de 19 de Setembro. Foi neste momento que a cidade chegou a contar com uma população de, aproximadamente, 30 mil habitantes. No entanto, verificou-se que essa população, diretamente vinculada ao garimpo, apresentava significativa rotatividade em busca dos diamantes e residia em habitações improvisadas, que se perderam no tempo.
Em meados do século XIX, a cidade exercia um fascínio na região que se traduzia numa numerosa população e também na influência político-ideológica sobre grande parte da região do triangulo mineiro. Este dado reforça a importância e expressão já exercidas pelo município na região e que, atualmente, vem tentando recuperar.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Diamantino da Bagagem, pela Lei Provincial nº 667, de 27-04-1854.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Bagagem, pela Lei Provincial nº 777, de 30-05-1856, desmembrado de Patrocínio. Sede na povoação de Bagagem. Constituído do distrito sede (Cachoeiras da Estrela do Sul). Instalado em 30-09-1858.
Elevado à condição de cidade coma a denominação de Bagagem, pela Lei Provincial nº 1101, de 19, de 09-1861.
Pela Lei Provincial nº 3106, de 06-10-1883, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santa Rita da Estrela do Sul e anexado a vila de Bagagem.
Pelo Decreto Estadual nº 199, de 06-10-1890, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Rio das Pedras a vila de Estrela do Sul.
Pela Lei Estadual nº 319, de 16-09-1901, o município de Bagagem tomou a denominação de Estrela do Sul e Santa Rita da Estrela do Sul a chamar-se Santa Rita da Estrela.
Pela Lei Estadual nº 556, de 30-08-1911, é criado o distrito de Doliarina e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 4 distritos: Cachoeiras da Estrela do Sul, Santa Rita da Estrela, Rio das Pedras e Doliarina.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.
Pela Lei Estadual nº 843, de 07-09-1923, o município Estrela do Sul sofre as seguintes modificações: os distritos de cachoeiras e Rio das Pedras tem seus nomes mudados para Estrela do Sul e Cascalho Rico respectivamente. Extingue o distrito de Doliarina cujo território anexado aos distritos de Estrela do Sul, Santa Rita e Cascalho Rico, todos do município de Estrela do Sul e cria o distrito de Grupiara (ex-povoado de Troncos), com terras desmembradas do distrito de Santa Rita da Estrela, anexando-o ao município de Estrela do Sul.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul (ex-Cachoeiras), Cascalho Rico (ex-Rio das Pedras), Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 17-12-1938, é extinto o distrito de Santa Rita da Estrela, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Estrela do Sul.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Cascalho Rico e Grupiara.
Pela Lei Estadual nº 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Cascalho Rico. Elevado à categoria de município e ainda cria novamente o distrito de Santa Rita da Estrela anexando ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Pela Lei Estadual nº 1039, de 12-12-1953, é criado o distrito de Chapada de Minas e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas, Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Grupiara. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Pela Lei nº 818, de 07-02-2007, é criado o distrito de São Félix de Estrela e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas, Santa Rita da Estrela e São Félix da Estrela.
Alteração toponímica distrital
Diamantino da Bagagem para Bagagem, alterado pela Lei Provincial nº 777, de 30-05-1856.
Alteração toponímica municipal
Bagagem para Estrela do Sul, alterado pela Lei Estadual nº 319, de 16-09-1901.
Histórico
Estrela do SulMinas Gerais - MG
Histórico
Primórdios
O início da ocupação da região do Triangulo Mineiro e Alto Paranaíba se deu entre os anos 1722 e 1925, com a abertura pelos bandeirantes da estrada do Anhanguera, ligando São Paulo ao Planalto Central. Foi durante essa incursão que, em 1722, o Bandeirante João Leite da Silva Ortiz, encontrou o primeiro diamante no Rio Bagagem, no local onde se originou a cidade de Estrela do Sul.
As primeiras sesmarias doadas nessa área foram concedidas em 1818, ao Padre Fortunato José de Miranda e a Manoel Dias da Rocha, mas durante a primeira metade do Século XIX, a região não passou de um local de garimpo.
As incursões ao interior
No início da colonização brasileira, a atual área do Triângulo Mineiro, até então denominada de Sertão da Farinha Podre, foi habitada por índios (a maior parte os Caiapós). Na maioria, esses índios eram nômades e circulavam pelas redondezas, sem moradia fixa, mudando de tempos em tempos em busca de caça e pesca. Essa vida nômade é compreendida como uma estratégia de defesa, tanto em relação aos animais como às tribos inimigas. Com maior facilidade, a defesa podia ser encontrada em ambientes de florestas, montanhas e cavernas por serem mais acolhedoras e oferecerem melhores condições de esconderijo do que as encontradas no Cerrado, ecossistema natural da região . Essas características da vida indígena indicam as poucas evidências quanto à transformação do meio ambiente natural, que, nesse momento, é praticamente insignificante ou nula.
Com a chegada de bandeiras e colonizadores fazendeiros, os índios fugiram em busca de áreas livres da presença do homem branco, e o meio ambiente natural foi alterado. Assim, a fuga indígena, também, justifica a entrada dos bandeirantes rumo ao sertão. Para Holanda (1997), essa entrada pelo sertão ocorreu em função dessa captura. Como uma forma de resolver o problema de subsistência, os bandeirantes embrenharam-se pelos sertões, tornando as entradas uma profissão para adolescentes, tanto para as expedições de apresamento como para o sertanismo em geral.
O Sertão da Farinha Podre, que compreendia todas as terras situadas entre os rios Quebra Anzol, das Velhas, Grande e Paranaíba, pertenceu, num primeiro momento, à capitania de São Paulo , depois, à de Goiás, e, somente em 1816, passou ao domínio de Minas Gerais.
Até o início do século XVIII, as terras da região não despertaram interesse para as bandeiras, pois, geograficamente, não ofereciam garantias para encontrar metais e pedras preciosas. Apenas com a intenção de desbravamento do interior do país, em busca de riquezas existentes em outras localidades, é que nessas terras começaram as passagens das expedições pela região.
A primeira bandeira a passar pela Sertão da Farinha Podre foi a de foi Bartolomeu Bueno da Silva — o Anhangüera. Em 1722, seu filho, Bartolomeu Bueno da Silva Jr. — o Anhangüera II —, cumprindo ordens do governo colonial para encontrar as minas auríferas, partiu de Piratininga com um grupo composto por brancos, índios e escravos, somando 152 pessoas no total, e iniciou o desbravamento da rota que deu origem aos primeiros povoados da atual região do Triângulo Mineiro. Foi no comando desse grupo, que o bandeirante fez um percurso com trilheiros até as margens do Jeticaí — Rio Grande, e passou pela foz do Rio do Carmo até atingir a margem oposta, o Sertão da Farinha Podre.
Posteriormente ao Anhangüera, com a descoberta de pedras preciosas no interior de Goiás e Mato Grosso e, conseqüentemente, com as sucessivas passagens de bandeiras e de pessoas pela região, rumo ao interior do país, provenientes de São Paulo e de cidades litorâneas, à procura de riquezas, iniciou-se a formação de arraiais no Sertão da Farinha Podre. A Estrada Real, denominação da passagem naquele tempo, condicionou a formação de vários e pequenos arraiais como Desemboque, Sacramento, Uberaba e Uberlândia, dentre outros. Nos dizeres de Soares, esses arraiais constituíram-se "em um ponto de passagem entre o litoral e o sertão″.
Assim, mediante a agropecuária e da mineração, as fazendas tiveram papel fundamental no processo histórico de constituição de aglomerações urbanas no interior do Brasil. As primeiras fazendas tiveram suas formações a partir do sistema de Sesmarias e, posteriormente, com o apossamento de parentes e pessoas que vieram juntos tomar posse de terras. As proporções das terras apropriadas eram grandes e de difícil acesso e regulação de proprietários. Em 1795, com base no Alvará de demarcação de terras, tornou-se obrigatória à demarcação destas, com o intuito de resolver problemas entre sesmeeiros e posseiros.
O sistema de sesmarias findou-se em 1822, mas, mesmo assim, muitos ainda tomaram posse de suas terras durante e após esse período. Foi nesse contexto que ocorreu o desenvolvimento de vários municípios do Triângulo Mineiro, iníciado entre e meio ao sistema de sesmarias, à captura do índio, à criação de gado e ao declínio da exploração do ouro e de pedras preciosas no interior do país.
Primeiros saltos de crescimento
O processo de urbanização só foi intensificado a partir de 1852, quando foi descoberto o famoso diamante ″Estrela do Sul″. Neste mesmo ano foi criado o Distrito de Paz no Arraial da Bagagem pertencente à comarca de Patrocínio, pela Lei Nº575 de 04 de maio.
Em 1854 o curato foi elevado à categoria de paróquia pela Lei Nº667 de 27 de Abril. Pela Lei Nº777 de 30 de Maio de 1856, o distrito foi elevado à Vila, com o nome de Bagagem, instalado em 30 de Setembro de 1858.
Devido ao grande crescimento verificado no local, em 1861, a Vila de Bagagem foi elevada á categoria de cidade, pela lei Nº1101 de 19 de Setembro. Foi neste momento que a cidade chegou a contar com uma população de, aproximadamente, 30 mil habitantes. No entanto, verificou-se que essa população, diretamente vinculada ao garimpo, apresentava significativa rotatividade em busca dos diamantes e residia em habitações improvisadas, que se perderam no tempo.
Em meados do século XIX, a cidade exercia um fascínio na região que se traduzia numa numerosa população e também na influência político-ideológica sobre grande parte da região do triangulo mineiro. Este dado reforça a importância e expressão já exercidas pelo município na região e que, atualmente, vem tentando recuperar.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Diamantino da Bagagem, pela Lei Provincial nº 667, de 27-04-1854.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Bagagem, pela Lei Provincial nº 777, de 30-05-1856, desmembrado de Patrocínio. Sede na povoação de Bagagem. Constituído do distrito sede (Cachoeiras da Estrela do Sul). Instalado em 30-09-1858.
Elevado à condição de cidade coma a denominação de Bagagem, pela Lei Provincial nº 1101, de 19, de 09-1861.
Pela Lei Provincial nº 3106, de 06-10-1883, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santa Rita da Estrela do Sul e anexado a vila de Bagagem.
Pelo Decreto Estadual nº 199, de 06-10-1890, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Rio das Pedras a vila de Estrela do Sul.
Pela Lei Estadual nº 319, de 16-09-1901, o município de Bagagem tomou a denominação de Estrela do Sul e Santa Rita da Estrela do Sul a chamar-se Santa Rita da Estrela.
Pela Lei Estadual nº 556, de 30-08-1911, é criado o distrito de Doliarina e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 4 distritos: Cachoeiras da Estrela do Sul, Santa Rita da Estrela, Rio das Pedras e Doliarina.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.
Pela Lei Estadual nº 843, de 07-09-1923, o município Estrela do Sul sofre as seguintes modificações: os distritos de cachoeiras e Rio das Pedras tem seus nomes mudados para Estrela do Sul e Cascalho Rico respectivamente. Extingue o distrito de Doliarina cujo território anexado aos distritos de Estrela do Sul, Santa Rita e Cascalho Rico, todos do município de Estrela do Sul e cria o distrito de Grupiara (ex-povoado de Troncos), com terras desmembradas do distrito de Santa Rita da Estrela, anexando-o ao município de Estrela do Sul.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul (ex-Cachoeiras), Cascalho Rico (ex-Rio das Pedras), Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 17-12-1938, é extinto o distrito de Santa Rita da Estrela, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Estrela do Sul.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Cascalho Rico e Grupiara.
Pela Lei Estadual nº 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Cascalho Rico. Elevado à categoria de município e ainda cria novamente o distrito de Santa Rita da Estrela anexando ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Pela Lei Estadual nº 1039, de 12-12-1953, é criado o distrito de Chapada de Minas e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas, Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Grupiara. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Pela Lei nº 818, de 07-02-2007, é criado o distrito de São Félix de Estrela e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas, Santa Rita da Estrela e São Félix da Estrela.
Alteração toponímica distrital
Diamantino da Bagagem para Bagagem, alterado pela Lei Provincial nº 777, de 30-05-1856.
Alteração toponímica municipal
Bagagem para Estrela do Sul, alterado pela Lei Estadual nº 319, de 16-09-1901.



